Saudade daquele tempo, sabe coração? Aquele em que você não fazia ideia do que era ficar magoado. Sim, nós sabíamos que talvez não fosse durar muito toda essa paz, vamos dizer assim, mas que se fosse para a razão entrar em duelo com você, não seria por muito tempo, pois o que levava aí dentro, e ainda levamos, é algo especial. Talvez já farto das tantas tribulações, porém, intacto; capaz de superar qualquer coisa. Sim, eu te feri muitas vezes por não saber lidar com certas situações, ou por meras consequências da vida. O que não quer dizer que a culpa é sempre minha. É inevitável não sofrer contigo, mesmo que não quero meu mal. E agora, me diz, por quanto tempo resistirá?
Hoje, coração, eu sorrio menos, falo menos, sonho menos. Não porque quero. Amo mais. Não, não estou me queixando, mas apenas libertando tudo aquilo que há muito sufocava, já que aparentemente só você, coração, me compreende.
Um dia tudo foi bem mais simples, fácil. Pequenas coisas eram realmente pequenas e não escorriam pelos olhos.
E agora, me diz coração, por quanto tempo mais resitirá?

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